segunda-feira, 24 de abril de 2017

Intermedium Como Opção de Banco?

Boatos dão conta de que este seria um caixa para depósito do Intermedium. Será?

Olá, olá.

Se você estava procurando água em Marte por esses dias ou simplesmente não se ligou na finasfera nessas últimas semanas, saiba que a iConta do Itaú foi pro brejo (irá, na verdade, no dia 30/04) assim como a Digiconta Bradescu (sim, eu tenho muita implicância com esse banco) e a conta digital do BB (essa não só se foi como foi substituída por uma conta mais miserável do que os "serviços essenciais" que o Bacen nos garante). 

Enfim, acabou. Para quem não tem conta digital alguma, vale a pena correr como se não fosse amanhã para fazer a derradeira iConta ou... ir para o Intermedium.

Esse banco mineiro é 100% digital e possui algumas facilidades que o colocam à frente de muito bancão por aí e já vou sapecando o raio-x dele de acordo com o Banco Data:


Esse banco não tem agências e nem caixas eletrônicos. Vou fazer um FAC aqui, mas no site deles tem tudo, exceto meus comentários desnecessários, o que pode ser uma vantagem (ou não).

"OMG, como saco dinheiro nele, uai?" 
Por aqueles caixas 24h. 

"OMG, como deposito?" 
Ele tem uma coisa muito muito legal que é gerar boletos (cada correntista pode gerar 10 boletos por mês, mas pode pedir mais) aí você gera um boleto no valor do depósito que você quer depositar nele e paga esse boleto. Cara, se eu ainda vendesse Avon, Demillus e afins super geraria boletos pras clientes que moram longe pagar assim... Voltando ao foco, você pode enfiar dinheiro nele via TED ou DOC ou fazendo depósito de cheque pelo app (eu não faço idéia de como é isso porque eu nunca usei cheque e nem sei porque eles existem e como funcionam, desculpe). O dinheiro sai e entra fácil nele, viu? 

"E cartão?"
Obviamente o correntista recebe um cartão para débito, caso contrário não poderia mexer no terminal 24h huehue. A função crédito você solicita pelo site ou app. Você não é obrigado a enviar o contracheque (ou, como se fala em outros lugares no Brasil,  holerite - palavra horrível), mas se você solicitar crédito e o banco por algum motivo recusar, não terá outra chance de mandar o contracheque, então, recomendo que envie. Eles são generosos? Bem, mandei meu comprovante de IR pra eles e me foi concedido R$ 1.500,00. Achei pouco, comparando com o que tenho no Santander, mas foi mais do que o Nubank. A operadora é Master.

"E as tarifas?"
Nada. Você não paga nada, nem a anuidade do cartão, nem TED, nem nada. Repito: não paga nada. De novo: nada.

"E os investimentos?"
Tem o CDB com liquidez diária rendendo 100% do CDI, aportes a partir de R$ 500,00. Tinha LCI e LCA, mas desde 16/03 acabaram os lastros e só Deus sabe quando aparece de novo. As LCI tinham o valor mínimo de R$ 1.000,00. Dá para investir, inclusive, via boleto. Você gera um boleto boladão lá para investimentos, paga ele e ta-dah! o valor é aplicado direto no CDB. Adicionalmente, eles custodiam o TD (mas não são agente integrado) e não cobram por isso. Cheguei a pensar em sair da Easynvest e pra eles para aplicar no TD, mas no momento vou deixar como está. Eles também tem o fundo de debêntures incentivadas que aplico na Easy, ou seja, não são pão-duros como bancões com opções para investimentos, mas em questão de CDB, prefiro o Sofisa ainda. 

"E os brindes?"
Nessa eu me fudi. Eles dão uma caneta boladona com o nome do correntista para quem faz a primeira aplicação no CDB no valor de 5 mil Temers. Eu apliquei 500,00 porque achei que poderia aplicar 5 mil em qualquer época. Aff... enfim, eles dão uns brindes legais pra quem aplica dinheiro grande, tem almofadinha, power bank, etc. 

"Você recomenda?"
Sim. Tem muito fanboy do Intermedium no Facebook que acha que esse banco é deus e não é bem assim. Banco existe pra lucrar e se ele não tá cobrando nada, ele está ganhando de outra forma, certamente. E não duvido que num futuro relativamente distante ele comece a cobrar, mas até lá vamos usar. Acho o processo de abertura de conta deles bem rápido: baixe o app e faça o que ele manda, simplesmente. É bem intuitivo e prático.

Se houver alguma outra dúvida, só perguntar nos comentários. Favor não perguntar se ele cobra alguma coisa, pelamordedeus!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Dica para Economizar em Assinaturas Digitais

Olá, olá.

Para quem ainda não viu no Facebook, tem um site muito útil para quem preza pelo próprio bolso: o Kotas. Nele, as pessoas dividem o valor de assinaturas virtuais como Netflix, Deezer, Globo Play, Office 365 Home, etc. Das cotas que vi, nenhuma passa de 10 reais. Cara, esse é o capitalismo mais solidário que já vi na vida!

O site é esse aqui. De nada!

terça-feira, 18 de abril de 2017

FGTS - A Saga (e Um Feliz Engano)

Olá, olá!

Conforme reclamei aqui sobre como me fudi no FGTS, tive um plot twist: consegui sacar! Fui vítima de informações trocadas. Como sou de março, a grana ficaria disponivel a partir de 10/04, mas ouvindo a CBN, o cara disse que quem tinha sido mandado embora sem justa causa até sei lá qual período o dinheiro já estava disponívelAí, no dia 07/04 fui na agência e nada consegui. Nesse mesmo dia liguei para a Caixa e a atendente me disse que no meu caso eu teria que dar entrada numa agência e levar uma pá de documentos e aquilo me deu um desânimo tal que resolvi só fazer esse processo todo depois de julho. Só que hoje deu uma coisa em mim pra dar uma olhada no extratodo FGTS e vi lá uma movimentação diferente e aí, bingo!, fui ao caixa eletrônico e consegui - enfim! - sacar. Pra onde o dinheiro vai? Para prostitutas e drogas pra minha reserva de emergência, que estou com as contas pagas e esse dinheiro de FGTS é, em teoria, um dinheiro para emergências. Só que comigo vai render mais do que TR + 3% ao ano. 

E é o que temos pra hoje :)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Um Conto de Páscoa


Olá, olá.

Vou contar uma anedota de infância que eu sempre me lembro na Páscoa: quando eu tinha uns 6-8 anos, meus pais me levavam pra passear no shopping nesses períodos festivos (aniversário, dia das crianças, Natal, Páscoa) e minha mãe fazia uma coisa que era de praxe. Ela me levava nas Lojas Americanas ou lojas do tipo e me dizia "Jacque, pega tudo o que você ganhar e faz uma pose bem bonita" aí eu ia, enchia meus bracinhos com tudo o que queria de presente, minha mãe tirava uma foto bem bonita (dessas de filme Kodak, cujo rolo cabia umas 36 fotos) e depois dizia que eu tinha que escolher um presente pra levar pra casa (se fosse algo caro ela me fazia mudar de ideia até escolher o mais barato, hue!) e era isso aí. Tinha a foto com tudo o que eu gostaria e a realidade de ter ficado com um só e dar graças a Deus por ter uma mãe democrática a ponto de deixar eu escolher o presente que queria. Contando essa história no trabalho, alguns colegas recriminaram minha mãe pela maldade que ela fazia. Fiquei chocada com a atitude deles! Minha mãe fez a coisa certa pro bolso dela e pra minha educação, certíssima ela! Cresci dando razão a ela e agradecendo essas limitações. A vida adulta limita a gente de forma ainda pior, não é mesmo? E na vida adulta não tem mamãe registrando as coisas boas e nos dando a opção de escolha. A gente se fode sozinho e as coisas ruins vem aleatoriamente e nos cabe ser maduros e racionais para poder pôr as coisas em ordem. A moral da história pode ser essa... Obrigada, mãe!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Off: Música pro Feriado

Olá, olá!

Música explicativa, fica a reflexão. Para quem só vai ler: apreciem o léxico, as assonâncias e aliterações, além da mensagem. Para quem vai ouvir: apreciem o baixo delicioso. Para quem não vai fazer nada disso: aproveitem o feriado!

Muros e Grades
Engenheiros do Hawaii
  
Nas grandes cidades, no pequeno dia a dia
O medo nos leva a tudo, sobretudo à fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia

Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido
O quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido

Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Entre as sombras
Entre as sobras
Da nossa escassez

Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Entre cobras
Entre escombros
Da nossa solidez

Nas grandes cidades de um país tão irreal
Os muros e as grades
Nos protegem de nosso próprio mal
Levamos uma vida que não nos leva a nada
Levamos muito tempo pra descobrir
Que não é por aí, não é por nada não
Não, não, não pode ser, é claro que não é
Será?

Meninos de rua, delírios de ruína
Violência nua e crua, verdade clandestina
Delírios de ruína, delitos e delícias
A violência travestida, faz seu trottoir
Em armas de brinquedo, medo de brincar
Em anúncios luminosos, lâminas de barbear

Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Entre as sombras
Entre as sobras
Da nossa escassez

Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Entre cobras
Entre escombros
Da nossa solidez

Viver assim é um absurdo (como outro qualquer)
Como tentar um suicídio (ou amar uma mulher)
Viver assim é um absurdo (como outro qualquer)
Como lutar pelo poder (lutar como puder)

Trottoir: maneira de andar das prostitutas enquanto esperam por clientes.

Keep Calm

Olá, olá.

Este é um post motivacional que se resume em: ninguém vive a tua vida, então não se paute tanto pela opinião e o exemplo das outras pessoas. O "tanto" da frase anterior é uma ressalva, já que algumas opiniões são úteis e alguns exemplos são saudáveis de serem seguidos. O que diferencia uma pessoa racional de uma incauta é saber medir bem quando ouvir um conselho e quando ligar o "foda-se". Ok, post finalizado para quem não curte ler muito.

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Para os que gostam ler um pouco mais, sigo com post. Ontem eu estava conversando com um colega que estava preocupado com o fato de não aportar mensalmente tanto quanto gostaria. Isso pode se dever ao fato de haver colegas blogueiros investidores que aportam valores muito mais significativos e que já tem um patrimônio considerável e também há os que já conquistaram sua independência financeira - abençoados sejam! Sempre são uma fonte de motivação! - Porém, a mim ele parecia que estava se cobrando um pouco demais e eu disse a ele que:

1) ele é mais novo do que eu e o fator tem um peso muito favorável a ele, já que ele aporta com constância e tem a vida pela frente para colher frutos dos investimentos que faz. 

2) quanto às outras pessoas que já tem um bom patrimônio, bem,  provavelmente na idade que ele tem, nem todas essas pessoas já tinham a consciência de adquirir independência financeira e é provável que quando ele estiver com a idade dessas pessoas, ele tenha um patrimônio similar, pois as pessoas que estudam e se profissionalizam (que é o caso dele) tendem a ganhar mais com o passar dos anos. 

3) acho que eu não falei para ele, mas cada um sabe de si. Ainda que ele enxugasse seus gastos e só conseguisse aportar R$ 100,00 por mês, isso já seria uma boa coisa só pelo fato de ele ter educação financeira em gastar menos do que ganha e investir o excedente. Quantas pessoas que ganham bem não conseguem fazer isso? Mas a coisa melhora: ele aporta mais do que 100 Temers. Pode não ser o valor que ele quer, mas a vida nunca é como queremos que ela seja mesmo. O importante aqui é não se cobrar tanto por não ter o valor de aporte desejado e sim trabalhar para sempre ter aporte. O hábito somado ao tempo é de mais valia do que vultuosas somas sem constância ou com um horizonte de tempo para investimentos menor.

Por minha vez, não aporto quanto gostaria (a gente sempre quer mais, faz parte da condição humana), mas sei que dentro do meu orçamento estou fazendo um bom trabalho. Também tenho agido para fazer as receitas aumentarem e por enquanto é o que dá para fazer. Não vou ficar gastando minhas energias me chateando por não aportar tanto, prefiro gastá-las trabalhando ou estudando. Acho que meu colega sacou o que eu quis dizer e tomei a liberdade para compartilhar isso, porque vai que alguém esteja nessa situação... O que importa é a constância!

Um abraço!

terça-feira, 11 de abril de 2017

Um Ralo Financeiro: Carro (Parte 2)

Olá, olá.

Continuando com a história, passados alguns anos, meu padrinho resolveu dar de presente para minha mãe um curso na autoescola. Aí, ele fez a coisa certa que é dar pra pessoa o presente que ela quer receber (uma salva de palmas para meu padrinho). Mas pera lá: minha mãe não tem muitas condições de dirigir, tadinha! Ela é um ser humano extraordinário, cheia de carisma e de habilidades interpessoais, mas ela sofre de esquecimentos assustadores - o que já fez com que ela não passasse no psicotécnico, prova teórica do DETRAN (viu, eu disse que nem todo mundo passava disso), esquecesse o dia de uma aula prática e fizesse muita besteirinha dirigindo. Não é que eu subestime minha mãe, mas eu sou realista: ela nunca dirigiu na vida, como que agora do dia pra noite ela manjaria da coisa? 

Enfim, ela passou na prova teórica depois e meu padrinho deu o carro dele pra ela. Eu não sou a melhor pessoa do mundo pra falar sobre carros, mas pelo que pude notar, o carro é um Fox de 2010/2011 muito bem conservado. Sim, meu padrinho deu o carro, mas não pensem que foi generosidade ou coisa que o valha. Minha mãe, irmã dele, deu uma grande ajuda pra ele num assunto que não quero detalhar, então o carro foi meio que uma compensação. Tanto meu pai quanto eu torcemos discretamente o nariz quando esse presente veio porque nenhum de nós queremos gastar com ele (carro gasta mais dinheiro do que mulher!), dirigi-lo (temos fobia) e ser carregados pela minha mãe ao volante (gente, a coisa é crítica!), mas não comentamos nada porque minha mãe estava deslumbrada e é muito feio jogar areia na felicidade alheia.

Ok, agora minha mãe tem um carro e vai tentar pela segunda vez a prova prática. Há dois sábados, ela fez o prodígio de atropelar nossa lixeira com o carro, arrancando fora o retrovisor e estilhaçando o vidro da janela do carona. Ela, a lixeira, passa bem. Aparou a porrada, o que evitou que o estrago fosse pior, Eu, que estava no banco de trás, vi tudo e não entendi nada. Minha mãe também não se machucou, mas ficou muito triste. Vieram aquelas neuras de "oh, meu Deus, esse era meu sonho e veja como eu não consigo..." me deu a maior pena. Consolei ela, mas depois tive que conversar com ela como gente grande. Disse a ela que mesmo não tendo pago pelo carro, ele seria um gasto absurdo, porque teríamos:
-> seguro
-> IPVA (eu fiquei de pagar esse)
-> combustível
-> depreciação (ela não entendeu bulhufas disso, aí deixei pra lá)
-> manutenção
E aí eu disse a verdade cruel: "mãe, mesmo que você consiga dirigir bem e passe na prova, tem outro detalhe: esse carro não será usado o suficiente para justificar esses gastos todos, já que você vai a pé pro trabalho, eu tabalho no mesmo bairro onde moro, precisando pegar só um ônibus e meu pai que é quem trabalha longe, nem liga pra isso. Vamos umas 2x ao mercado no mês, não temos o hábito de viajar juntos e, no fim das contas, a gente não precisa de um carro". Ela ficou arrasada... Meu pai concordou comigo quando eu disse "ainda está em tempo de se livrar do carro", mas foi mais condescendente por achar que ela deveria tentar a segunda prova para depois resolver o que vai fazer.

E aí, moral da história, minha mãe terá que gastar mais de mil reais no reparo do carro, pagar o aluguel do carro pro dia da prova e só Deus sabe mais o quê.

Eu não odeio carros. Adoro andar de carro (contato que nao esteja no banco do motorista haha), mas não acho que seja vantajoso ter um quando não se vai usar o suficiente para valer os gastos, entendem? Eu não gosto dessa cultura de ter que comprar casa própria, ter que ter um carro na garagem porque são "investimentos" (nem são!) Prefiro uma visão mais utilitarista de, se preciso compro e se não preciso não compro. 

Entendo que esse é o sonho da minha mãe, mas isso está custando caro sem retorno, tadinha. O jeito é esperar pelas cenas dos próximo capítulos...