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domingo, 8 de outubro de 2017

The Ultimate "Praticando Inglês"


Olá, olá!

Começo o post com uma frase estilo Capitão Óbvio: em qualquer profissão é importantíssimo que as pessoas continuem se aperfeiçoando nela. É óbvio? Pra caramba! As pessoas seguem isso? Raramente! Digo isso me baseando no meu próprio emprego: boa parte dos professores que trabalham comigo não estudam mais inglês, o que, acredito, deve ser muito comum em cursos de inglês e escolas, de maneira geral. 

Eu poderia apontar uma lista com os erros que o dono do estabelecimento onde trabalho comete em relação a isso, como por exemplo, não prover um plano de carreira para estimular o pessoal lá a se capacitar mais. Entretanto, hoje a crítica ficará só para os professores. Eu mesma quando terminei meu curso de inglês há quase dez anos atrás achava que era aquilo ali mesmo e não precisaria mais estudar - tolinha! - e quando fui buscar emprego como professora vi que não era assim que a banda tocava e tive um trabalho para reaprender conteúdos de turma avançada porque o que é fácil para aprender pose ser bem complicado para ensinar.

Daí que não adianta fazer um curso ou pagar um professor particular chegar no nível fluente e parar de se atualizar. Não dá. Primeiro porque a língua é uma coisa viva: se o português está sempre mudando e suas palavras ganhando novos significados, porque o inglês (espanhol, alemão, japonês, etc) não mudariam? Segundo porque a tecnologia nos força a superar nós mesmos haja visto o novo lançamento do Google: os fones que traduzem e tals. 

Sem mais delongas, vou compartilhar uma coisa bem útil para os estudantes e aspirantes a falantes de inglês. Há uma rede social russa chamada VK que é uma cópia do Facebook, com a vantagem de não ter os Hue Hue BR pipocando em todos os lugares. Os russos parecem não ligar muito para copyright e afins e adoram compartilhar tudo. Não mergulhei a fundo no VK, mas o que pesquisei eu achei. E voilà:

Revistas atuais da semana ou do mês americanas e inglesas em pdf e livros nos formatos pdf, epub e mobi: https://vk.com/magazines_ebooks

Material para os exames FCE, CEA, CPE: https://vk.com/cpe_cae_fce

Material par ao TOEFL: https://vk.com/club115604022

Material para o IELTS: https://vk.com/ieltsway

Forum com um pentalhão de e-books em inglês em pdf, epub e mobi: http://forum.mobilism.org/index.php?sid=36e426a29bbfccb23739f20f92d84cec (eu tive um treco quando achei "O Cortiço" em inglês!)

Adaptações de clássicos das literaturas americana e inglesa, divididos por níveis (tem até elementar): http://english-e-books.net/

Eu, no momento, estou lendo "Pride and Prejudice" e estudando com o material do Objective First, de Cambridge. Não sou muito fã de estudar livros de gramática crua, gosto mais de material que tenham um objetivo específico, como livros para cursos ou preparatórios para exames.

Tudo de graça, aproveitem! De nada :)

terça-feira, 14 de março de 2017

Tabu: Você Pede pra Levar a Sua Refeição que Sobra no Restaurante?

Olá, olá.

Eu poderia estar falando sobre ménage-à-troi, sadomasoquismo, consumo de drogas ou qualquer outro tema polêmico, mas escolhi um tabu mais feijão com arroz (que trocadilho tosco!): o que você faz com a comida que sobra nos restaurantes quando você sai para comer fora? Não estou falando daquele almoço trivial de comida a quilo que, seguindo a lógica, se você mesmo pode se servir você saberá o tamando da sua fome, portanto, não terá sobras e nem falo daquele PF que vem na medida certa da sua fome. Estou falando de uma refeição em um restaurante mais chiquizinho, desses a la carte que serve de forma generosa, mas que você se empanturra tanto de petiscos que quando vem o prato principal você nem se empolga mais.

Vou falar da minha experiência: eu peço pra embrulhar pra viagem. Isso eu já faço há alguns anos, até na época que eu era gastona porque eu sofro em desperdiçar comida, sobretudo comida boa. Sábado passado saí com meus pais para almoçar em um restaurante que gostamos muito (e que tem na maioria dos shoppings do Rio) que serve a la carte. Eu estava morrendo de fome (sempre) e acreditei que era capaz de comer pra caramba, daí pedimos vários petiscos e depois pedimos o prato principal. Deveríamos ter pedido uma porção para dois, porque apesar de estarmos em três já tínhamos comido pacas. Acabou que acreditamos em nosso potencial e no fim sobrou metade. Como já temos essa prática que eu ensinei aos meus pais de pedir para embrulhar pra levar, nem lamentamos. Observando uma mesa próxima, vi um casal saindo e largando metade das coisas na mesa. Sofri calada.

Visualize: nossa comida estava servida na mesa, um refratário cheio de arroz à piamontese, uma travesa cheia de batatas fritas, um pedaço suculento de costela suína ao molho de barbecue e uma cuia com farofa. O que estava no nosso prato comemos, mas e o que ficou na mesa que não comeríamos? Como eu sou a cara de pau da família, chamei o garçom, solicitei o embrulho e ele prontamente trouxe 3 quentinhas muito bem embaladas para que levássemos. O resultado? O arroz era tanto que consegui congelar 4 porções e costela meu rendeu 2. A batata frita mole e a farofa meu pai jantou no mesmo dia - ele consegue não ter frescuras com batata frita fria, que homem! Dessas porções eu ajuntei salada de legumes, coloquei mais alguma guarnição variada e congelei minhas marmitas e fiquei muito orgulhosa do meu minimalismo alimentar :)

Fica a dica: peça para levar pra casa. Se você é enjoado e sabe que não vai comer o que sobrou, faça como um ex namorado meu que dava as sobras para alguém que mora na rua. Só não jogue comida fora. Se não for pelo lado humanitário, faça pelo bolso. De um jeito ou de outro alguém ficará muito feliz e o lixo menos cheio de coisa boa.

Este post custou 12 centavos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Da Armazenagem da Marmita

Eu tinha falado aqui sobre a marmita que levo para o trabalho mas fiquei devendo fotos para ilustrar melhor a coisa.
A lancheira é térmica, por dentro ela tem manta de alumínio revestida de plástico para facilitar a limpeza. Ela é bem compacta e tem dois compartimentos.

O que tem: uma latinha para guardar biscoito tipo Club Social, amendoim, um sanduíche de atum, um vidro que era de patê de castanhas com passas e embaixo, no plástico, um pote de vidro com salada de macarrão.

No compartimento de cima ainda tem um pacote de Nesfit embalado no plástico para manter a crocância e uma garrafinha que era de suco de uva Galiotto com suco em pó para poder misturar com água.

Essa é a reserva para comer durante todo o dia de hoje e observem que a maioria dos itens para armazenamento são reutilizáveis: os dois saquinho da Fini (aquela loja de doces. Tem um quiosque deles no shopping perto de onde moro e quando vou comprar algo lá, sempre guardo esses saquinhos úteis) são de um plástico resistente e tem fechamento ziplock e tenho usado eles desde novembro. O objetivo é embrulhar biscoito para manter fresco e a comida para ocasionalmente não vazar nem espalhar cheiro pela lancheira. Dá para lavar os saquinhos, por serem de bom material e deixar secar para reusar de boas. A garrafinha é de vidro, uma graça, e os potes também são. Gosto de tudo de vidro nem tanto por ser ecológico (apesar de ser um ponto muito positivo) mas porque mantém o sabor dos alimentos e por ser muito mais higiênico do que plástico (nojo daquelas marmitas de plástico que vão ficando com marca de faca no fundo conforme o uso e a sujeira vai acumulando nos buraquinhos - eca!).

Eu tenho uns 7 potes de vidro médios para congelar a marmita da semana, 6 mini potes de vidro para congelar feijão (tenho TOC em congelar feijão junto com a comida, acho que ele "enfeia" a marmita, então deixo separadinho, bonitinho) e 3 potes que eram de palmito e picles que esterilizei, tirei o rótulo e uso para armazenar saladas no pote ou mesmo sopas/caldos. 

Para tirar rótulos de embalagens de vidro like a boss é fácil: tire o rótulo o máximo que puder do jeito tradicional, isso é, arrancando na marra. Depois ponha água em uma panela e bote pra ferver. Misture detergente, água sanitária e vinagre na água e com cuidado coloque o pote nessa água. Espere uns 5 minutos. O calor vai amolecer o rótulo e a mistura vai esterilizar o vidro. Tire o pote com o auxílio de um pegador e esfregue bombril palha de aço na parte que ainda tenha cola do rótulo até remover. Prontinho!

O melhor disso é que você não precisará comprar potes nas lojas, é só reusar as conservas e compotas, mas não se empolgue tanto. Conheço gente que junta todos os potes vidros que aparecem e acabam acumulando tralhas que nunca usarão. O segredo é ser racional. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Da Marmita


Uma das metas que tracei para 2017 foi levar comida de casa para o trabalho. Eu já tinha esse hábito, mas a tentação do "é só um lanchinho hoje", "não deu tempo de preparar nada", "eu mereço comer fora" tornou-se muito constante no ano passado e vi meu dinheiro ir pro ralo transformado em lanchinhos caros e por muitas vezes nada saudáveis.

Como eu estava de férias e retornei ao trabalho há duas semanas, voltei imbuída de vontade de me alimentar bem gastando pouco. Com isso peguei minha querida lancheira térmica (com estampa de caveirinhas com dois compartimentos, um amor!)e montei da seguinte maneira:

Segundas e quintas 
São os dias em que almoço no trabalho. Levo o almoço, a sobremesa, o suco (em pó para eu diluir com água no trabalho. Não é a coisa mais saudável para se beber, mas não pode ser pior do que refrigerante, pode?), e dois lanches para a parte da tarde. A sobremesa geralmente é uma fruta fresca ou seca (estou detonando as passas do Natal) que foram ignoradas), o lanche da tarde pode ser um biscoito, um potinho de queijo minas picado com orégano, um iogurte ou um pacote de amendoim.


Terças e quartas
Almoço em casa, pois entro mais tarde no trabalho. Por conta disso, além dos lanches da tarde levo um lanche para a noite (quando dá 19h o estômago sofre!) que costuma ser um sanduíche com uma fruta.

Sextas 
Só lanches para a tarde, pois entro tarde e saio cedo do trabalho :)

Sábados
Pego bem cedo no trabalho e saio às 13:30. Em alguns sábados dou aula particular à tarde e nesse caso levo o almoço. Se não, levo uns 3 tipos de lanche para a manha, porque o horário é ingrato e me da muita fome.

Não tenho o hábito de planejar o que vou levar na marmita nem de fazer comida em grande quantidade e congelar. Sou oportunista: caso minha mãe tenha feito algo que me agrade, coloco no pote de vidro e congelo, caso não faço minha própria comida. Nada muito difícil de fazer porque por mais que goste cozinhar, prefiro ter mais tempo livre para fazer outras coisas que me agradem ainda mais.

Fico boba com a quantidade de gente que diz não gostar de levar comida para o trabalho. Quero dizer, se a empresa tem geladeira, microondas e um lugar para sentar e comer com certo conforto, por que não levar marmita? Vira e mexe vejo na televisão alguma famosa com o corpo bonito que diz que uma de suas dicas para manter a forma é justamente levar suas comidinhas para onde vai, para evitar comer fora de hora e fazer más escolhas na alimentação. Se as bonitonas e ricas podem, por que não os outros?

Seguem algumas vantages para marmitizar:
  • É saudável (obviamente se você optar por alimentos do bem e não encher a marmita com porcarias hehe)
  • É higiênico (tem gente que tem TOC em relação à procedência do que come na rua)
  • É econômico (obviedade)
  • É estiloso (eu A-M-O ter meus próprios potinhos, talheres... isso sem contar que costumam elogiar minha comidinha cheirosa e bem arrumadinha)
  • É sustentável (pense na quantidade de alumínio, talheres de plástico e outros descartes que serão evitados)
Essas razões, por mais efetivas que sejam ainda não foram suficientes pra mim durante muito tempo. Como adoro comer fora, gastava sem pensar no amanhã e mesmo quando tinha muita coisa gostosa para ser comida em casa. Só que o prazer de comer fora diariamente após um dia chato de trabalho (note bem: eu não comia fora porque precisava, mas sim como uma espécie de compensação) é efêmero e o dinheiro gasto acaba fazendo falta... se eu tivesse sido mais comedida no ano passado, teria montado minha reserva de emergência todinha só com a grana economizada dos lanches. Mas nunca é tarde para aprender e agora escolho melhor os momentos que vou comer fora. Até porque dessa forma o prazer é prolongado e o bolso fica mais leve.

Update 15/02/17: Mais informações sobre como armazeno o que levo para comer no trabalho aqui.